Às vezes eu penso em todas aquelas portas, que deixaram de ser portas.
E todas aquelas paredes, que já foram portas um dia.
Manchas de tinta sobre os tijolos despedaçados,formam o que um dia foram entradas.
Entradas para mundos além desse, entradas sutis que nos levariam para muito além do que apenas outro cômodo.
Portas sem fechaduras.
Ladrões de sonhos podem entrar facilmente.
O velho muro cru se estendendo no terreno abandonado.
A porta está lá, solitária.
A solitária porta querendo nos mostrar o mundo que há por trás dela.
Somos todos cegos e surdos, privados da maravilha que nela se esconde.

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